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'Fumacê': entenda como é a nebulização contra o Aedes aegypti

Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto (SP) esclareceu sobre a segurança do método e quando é indicado

Por Fabrício Santana
(Atualizado em 28/06/2022 - 13h19)
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Desde o início do ano foram confirmados 8.052 casos de dengue em São José do Rio Preto (SP), além de cinco mortes provocadas pela doença, segundo a Secretaria da Saúde.

Para combater o avanço doença, é necessário evitar o acúmulo de água parada e fazer a nebulização por meio do fumacê.

Na cidade, um veículo percorre os bairros e aplica inseticida para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mas há quem tenha dúvidas sobre o veneno utilizado e se ele pode ser prejudicial à saúde, por isso, o temmais.com tirou dúvidas sobre o tema com a Secretaria de Saúde de Rio Preto.

Segundo a Pasta, o veneno utilizado em Rio Preto é o CIELO ULV – composto por imidacloprido (neonicotinóide) e praletina (piretróide).

Este produto é comprado e distribuído somente pelo Ministério da Saúde e não pode ser adquirido de forma particular.

Nas aplicações particulares, como as que são realizadas em condomínios, são utilizados produtos comerciais que podem ter variáveis entre as empresas contratadas.

Contudo, o fato de ser utilizado com frequência pode causar a resistência dos insetos aos produtos, além de poder ser prejudicial para outras espécies, como abelhas, por exemplo.

A Pasta alerta que é de extrema importância entender que o produto nebulizado elimina apenas os mosquitos adultos, para que os insetos contaminados em áreas onde existam casos confirmados não transmitam doenças a outras pessoas.

A melhor forma de prevenção a estas doenças é a eliminação dos criadouros e recipientes que possam acumular água. Lembrando que os ovos do mosquito podem eclodir em até um ano após a postura.

 

Quando o fumacê é indicado?

O fumacê veicular só é indicado em caso de grandes epidemias. Em Rio Preto, a aplicação é feita por bombas UBVs (Ultra Baixo Volume), em ambiente específico, dentro das residências onde há casos positivos de dengue, zika e chikungunya.

Como todo inseticida, o produto deve ser manipulado de acordo com as normas técnicas para que não cause danos aos usuários.

A Secretaria da Saúde recomenda ficar 30 minutos fora do ambiente nebulizado, cobrir alimentos e vasilhas dos animais domésticos, retirar ou cobrir gaiolas e aquários.

Até o momento, segundo a secretaria, não há registro de nenhum caso de intoxicação de funcionários ou da população. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 770 5870.