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Cachaça eleita a melhor do mundo é produzida em Mirassol; conheça

Processo de envelhecimento e parceria com cantor foram os principais fatores que contribuíram para o sucesso da bebida do interior de São Paulo

Por Redação
(Atualizado em 15/09/2022 - 9h48)
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O Dia da Cachaça é comemorado nesta terça-feira (13). A bebida tradicional no Brasil vem ganhando o mundo, e um engenho de Mirassol (SP) é um dos responsáveis por essa repercussão. Administrada pela família Tápparo, a empresa produz a melhor cachaça do mundo, eleita no concurso internacional The Global Spirits Masters.

“Tudo começou em 1978. Meu avô, José Tápparo tinha uma transportadora de combustíveis e fazia a cachaça para consumo próprio e para presentear amigos e familiares. Mas o sucesso foi tão grande que ele viu uma oportunidade de negócio”, diz Breno Tápparo, um dos sócios-proprietários do engenho.

Como uma forma de esconder os segredos da composição desta cachaça especial, Breno explicou a produção dela e dos outros 40 produtos do engenho.

“Primeiro é o plantio da cana-de-açúcar e a colheita mecanizada. Depois ela vai para a lavagem, moagem e extração, onde sai a garapa. Aí vem a fermentação e destilação.”

Porém, o principal fator que deixa a cachaça especial é o processo de envelhecimento. Podendo variar entre seis meses e 12 anos, os 2 milhões de litros da bebida são armazenados em dornas e barris feitos com madeiras especiais.

Cachaças ficam nos barris para o processo de envelhecimento (Foto: Muryel Boian/Divulgação)
Cachaças ficam nos barris para o processo de envelhecimento (Foto: Muryel Boian)

 

Atualmente o engenho trabalha com barris de madeiras de amendoim, jequitibá, amburana, além de carvalho europeu e americano, que são importadas.

Cada um delas traz um sabor e um aroma diferente para a bebida, segundo o sócio-proprietário do engenho. No caso da “melhor cachaça do mundo”, o processo de envelhecimento chegou a 15 anos em barris de carvalho europeu.

A bebida contabiliza 11 prêmios, incluindo a de melhor do mundo. Ela é envasada em uma garrafa francesa que leva pintura, selos de premiação e acompanha um veludo personalizado em vermelho com laço de cetim preto.

 

Sucesso da cachaça

O trabalho da família Tápparo faz sucesso desde os anos 90 e 2000. “Nos anos 90, meu pai, Ademilson, entrou no engenho para criar produtos como licores e coquetéis. Nos anos 2000, entrei no negócio com meus irmãos Bruno e Giovanni”, afirma Breno.

Tradição familiar é um dos sucessos da cachaça (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Mas, foi em 2015 que o engenho começou a se destacar após uma parceira com o cantor Leonardo. Na época, o sertanejo visitou São José do Rio Preto (SP) para realizar um show da turnê Cabaré e conheceu a cachaça.

Com o nome da turnê realizada em todo país por Leonardo, a bebida do engenho começou a fazer sucesso além do interior de São Paulo. Para distribuir a bebida pelo país, a família optou por fazer parceria com um grupo, em 2018.

Dois anos depois, o que parecia ser uma derrocada para a empresa por conta da pandemia de coronavírus, mais uma vez a música sertaneja conseguiu ser o divisor de águas, ou melhor, de cachaças.

O engenho sediou lives de diversos cantores sertanejos, como Gustavo Lima, Marília Mendonça, Jorge e Matheus e Leonardo, o que contribuiu para um novo crescimento.

“Em 2020, com a pandemia, tivemos dificuldades e fizemos acordos com funcionários. Mas as lives foram outro ponto de crescimento para nós. Como tínhamos o produto da distribuição do grupo em todo Brasil, conseguimos chegar a outros locais nacionalmente”.

Ronaldinho Gaúcho com a cachaça de Mirassol (Foto: Reprodução/Instagram)
Ronaldinho Gaúcho com a cachaça de Mirassol (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Hoje a cachaça conseguiu superar a fronteira brasileira e cada vez mais ganha destaque no cenário internacional, principalmente após os prêmios.

Atualmente a bebida é exportada para os Estados Unidos e países da Europa, segundo Breno. Além disso, os produtos são apreciados por famosos e pessoas importantes de todo o mundo.

“Se tivéssemos planejado tudo isso no passado, talvez não teríamos o sucesso que temos hoje”, diz Breno.